Oi, pessoal, recentemente eu tive a ideia de criar um draenei guerreiro. Embora eu ache a raça interessantíssima, eu queria fazer algo diferente do estereótipo sem extravasar demais. Resolvi, então, registrar.
PARTE 1
"A vida na devastada Terralém ainda respirava enquanto suas hordas de demônios e natureza selvagem, adaptadas pelo cataclisma da Legião aconteciam. Enquanto em Shattrath a maioria dos draenei se concentrava, alguns grupos sobreviviam em meio às terras hostis.
Paangul é um mestiço, filho de Yola, uma orquisa de um clã que foi escravizado por um demônio chamado Yamarak, e de um draenei parte de um grupo ex-rangari que se escondia no Pântano Zíngaro, chamado Tuulamon.
O clã de Yola serviu a Yamarak por muitos anos. Em um lugar devastado, com medo de ser destruído, cedeu à promessa de poder. Uma série de rituais e passagens foram instituídas para que os orcs, tomassem o sangue de Yamarak para se tornarem mais poderosos e sobreviverem. Grupos deste clã passavam meses longe de casa, caçando animais e inimigos.
Durante uma dessas caçadas, Yola conheceu Tuulamon. A natureza de Yola, embora guerreira, não buscava servir à Yamarak, e sua relação com Tuulamon se desenvoleu o suficiente para que eles se apaixonassem.
Mas o amor deles não durou mais do que alguns meses. Yola fora descoberta em uma troca inesperada do seu grupo de caça, que a apoiava, então, todo o grupo de draenei, incluindo Tulaamon foi capturado e sacrificado em nome de Yamarak.
Yola seria morta, mas Yamarak prometeu misericórdia, deixaria que ela tivesse seu filho, mas a alma do jovem mestiço seria deste demônio."
PARTE 2
”Mestiços normalmente não eram o fruto de uma boa relação. Diferente da maior parte deles, Paangul puxou mais o seu pai, o que fez com que sua vida fosse mais difícil do que já seria. Pele azulada, cascos, cauda, mas sem os chifres e os tentáculos dos eredar. Pequenas presas brotavam da parte inferior da sua boca. Lindo aos olhos da mãe, mas uma aberração para os outros.
Paangul fora protegido por toda sua infância, ameaçado por seu clã e por Yamarak de ser devorado muitas vezes. Mas ao longo dos anos, o pavor transformou-se em força.
A necessidade de se tornar um forte guerreiro urgia e a engenhosidade dos draenei também florescia. Sua resiliência e gentileza fez com que ganhasse bons amigos, e fosse protegido por alguns poucos, que secretamente se opunham a Yamarak.
Passou por treinamentos rigorosos, e provas de fogo, aprendeu a tirar vidas cedo. Ganhou um físico exemplar e tornou-se um jovem de valor entre o clã.
Pelo menos, era isso que ele pensava.
O mestiço, junto de outros jovens orcs de sua idade, estavam prestes a fazerem um rito de passagem e tomarem o sangue de Yamarak. Mas os planos do demônio eram outros.
Eles iriam sacrificar Paangul em nome desta criatura perversa. Mas antes que isso acontecesse, houve uma intervenção de sua mãe. Ela pediu para que um de seus leais amigos o libertasse, e mandou que ele fosse embora, para longe. O portal negro havia sido reaberto, era sua chance.
Yola então foi assassinada, para proteger seu menino.”
PARTE 3
"A fuga do fosso onde viviam foi difícil. A área era hostil por natureza, fazia fronteira entre Nagrand e Terokkar. Além de ogros que cercavam, haviam rastreadores. Paangul estava desesperado, mas era o único recurso, não sabia que sua mãe ficaria para trás.
Ele então foi embora, fugiu para a Península do Fogo do Inferno, não procurou abrigo em Shattrath. Conseguiram negociar com um cartel a passagem pelo portal, em troca de serviço mercenário. Vislumbrou todo o mal que os demônios causavam, aquele tipo de brutalidade era costumeira em seu clã, mas não era de sua natureza. O caminho da glória, assim chamada a estrada pavimentada com ossos de draenei, foi um ponto de descrença para o jovem Paangul.
Sob a proteção de alguns goblins e um grupo distinto de bandidos, chegou à Azeroth. Confrontou criaturas do pântano, e despediu-se do amigo de sua mãe, que voltaria para tentar buscá-la, sem saber o seu fim.
Desde então, deslocado, passa sua vida usando o que tem de melhor, a força bruta para sobreviver. É o que ele sabe fazer. Hoje, ainda pensa em sua mãe e em seu amigo, e pretende resgatá-la e acabar com Yamarak."